Durante os últimos meses fiquei cismado com algumas coisas que estavam acontecendo comigo, sintomas estranhos que estava sentindo. Qual foi minha primeira ação? Claro, consultar o Dr. Google.
Como era de se esperar, achei muita informação. Até descobri o problema que eu tinha: nome científico, tratamento, clínicas especializadas, remédios mais usados, reações adversas e muitos fóruns com pessoas conversando sobre o assunto. Foi tudo muito esclarecedor. E errado!
Não sou médico, não conheço as implicações dos sintomas que sinto, não tenho conhecimentos para interpretar corretamente as informações encontradas na internet. Resultado: durante vários e vários meses tive a certeza de que tinha um problema específico. Agora, voltando de férias, fiz o que deveria ter feito há muito tempo: fui a um médico especialista. E, claro, meu petulante “diagnóstico” estava errado.
Bom, mas então o Google não funciona, não é útil? O Google é perigoso? Não, claro que não, basta usá-lo com bom senso. Eu sei disso, eu sabia disso, mas por algum motivo ignorei tudo que sabia. E convivi – por vários meses – com uma “doença” que não tinha. Quanto desperdício de vida!
O Google pode e deve ser usado bastante, mas como uma ferramenta adicional de informações – principalmente no caso de assuntos que não dominamos. Hoje, por exemplo, farei um exame à tarde. O Google já me avisou: será dolorido! Acredito ou não acredito? E o que será “dolorido”? Tirar sangue dói, não dói? Fazer uma ressonância pode ser claustrofóbico, não é? Já fiz exame de sangue e nem dá para dizer que doeu; já fiz ressonância e não fiquei angustiado – por mais que o Google afirmasse o contrário.
Bom, hoje no final do dia saberei se meu exame foi dolorido. Talvez eu até entre em um ou outro fórum para deixar minha opinião. A internet é o que fazemos dela! As respostas do Google dependem da qualidade do que escrevemos. Bom Google para todos!
por: Fernando Andrade
em: http://www.profissionaisti.com.br/2012/02/cuidado-ao-consultar-o-dr-google/